segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Guerra ao terror

Em meu último comentário feito na semana passada para o programa de rádio Revista Everest, abordei a questão atual de violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Ao relatar o confronto entre policiais e bandidos, fiz menção a um provérbio indiano que diz: "em briga de elefantes, quem sofre é a grama" - que no caso, é a população.

A imagem capturada pelo fotógrafo Fernando Bezerra traduz a agonia desesperada das vítimas da loucura urbana que acontece na cidade carioca. Ler o relato de que uma criança de oito anos foi baleada por se recusar a atear fogo a moto é ver a situação absurda vivida no Rio. Dizer que é uma guerra pode ser impreciso, pois as ações chegam a violar até a Convenção de Genebra, que proibe ataques a civis.

O Estado tem por obrigação proteger o cidadão e o seus direitos. Por isso jamais deve enfraquecer ou se deixar intimidar perante a criminalidade. Atos de violência e desumanidade semelhantes, contudo, não devem ser adotados por agentes que buscam estabelecer a ordem e a paz. Passou da hora desta chaga latente no Brasil sofrida na pele no estado Rio de Janeiro deixar de infligir dor a cidadãs e cidadãos, fluminenses, cariocas e brasileiros.

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