segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E nunca antes na história desse País

O Brasil, até a noite de ontem, jamais teve uma mulher no cargo mais alto do Poder Executivo, a Presidência da República. Concebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a maternidade presidencial de Dilma Rousseff deu à luz a vitória eleitoral da ex-ministra com os votos de mais de 50% da população brasileira. Destaque: Há cerca de dois anos, Dilma era figura desconhecida de grande parcela da população.

Para reflexão de céticos, analistas e jornalistas políticos, o "poste" foi bem eleito com mais de 58 milhões de votos. E como no campo do jornalismo e principalmente na área de política o que vale é boa memória, a questão de que Dilma era desconhecida por grande parte da população brasileira foi registrada por este blog em 2008. No dia 15/12, com o título "Pesquisa apaga Dilma", o texto trazia os seguintes dizeres:

"...a pesquisa indica que 47,8%, não conhecem ou sequer ouviram falar da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff. O número dos que apenas ouviram algo sobre ela está em 30%. Os entrevistados que afirmaram conhecê-la ficou em 19,9%" - observe que a foto é a de antes da transformação para presidenciável pela qual ela passou tempos depois.

Retirados preconceitos e absurdos da campanha eleitoral e da mentalidade de algumas pessoas, a presidente eleita terá desafio semelhante ao enfrentado por Lula em seu primeiro mandato. Dilma será perseguida como uma sombra para a necessidade de provar que pode fazer o que nunca foi feito - ou, pela avaliação petista, dar continuidade ao que nunca tinha sido feito antes.

A trajetória do retirante e metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva foi visto algo novo e anuncio de esperança para as classes menos favorecidas. O povo ousou acreditar que a esperança vencia o medo - conforme a frase da campanha petista. Passados oito anos do governo de Lula, a expectativa da população é outra. Ela reside no desejo de que tudo seja lindo à imagem e semelhança dos projetos políticos para o Brasil declarados durante o horário eleitoral.

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