quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Movimentos despertam a população para importância da iniciativa cidadã

Projetos da sociedade civil buscam capturar o interesse popular por ações sociais

Esgotada com excessos e privilégios que favorecem alguns, principalmente as pessoas da classe política, a sociedade tem se mobilizado para encurtar o caminho entre a justiça e os direitos dos cidadãos. Um exemplo recente desse esforço é a aprovação da Lei Ficha Limpa.

“A gente não conseguiu medir ainda o impacto, mas sabemos pelo número de pessoas que nos procura que ele é positivo”, argumenta sobre o êxito do projeto a assessora de imprensa do Instituto Ethos, Cristina Spera, uma das entidades responsáveis pelo site do movimento.

Para o voluntário da Ong Voto Consciente e do projeto Cidade Democrática em Jundiaí (SP), Henrique Parra, o bom andamento de uma ação é fundamental para o avanço de outras iniciativas sociais. “A relevância que o Ficha Limpa conquistou, contribui com o trabalho das instituições”, comenta o estudante de Ciências Sociais que é um jovem mobilizador.

Cidadania pela Internet

A página virtual do Ficha Limpa foi lançada pela Abracci (Articulação Brasileira com a Corrupção e a Impunidade), da qual o Instituto Ethos faz parte, com o apoio do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral). A própria iniciativa do MCCE reúne vários movimentos da sociedade.

“Trata-se de um instrumento suprapartidário da sociedade civil que busca estimular o exercício da cidadania e do controle social”, explica a assessora de imprensa do Movimento Nossa São Paulo, Paula Crepaldi, que vê a iniciativa como algo positivo e sem exclusividade de militância senão o próprio interesse popular.

Segundo Parra, a movimentação realizada por organizações sociais e pelos cidadãos, em especial pela Internet, substitui paradigmas e cria uma cultura de participação. “Com essas experiências poderemos construir o ambiente para outras iniciativas populares e com o uso das ferramentas digitais para a construção da cidadania vamos ter um movimento de webcidadania”, conclui.

Disponível em O Estado RJ na data de 16/10/10.

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