Nestas últimas semanas, as agendas eleitorais apresentaram os primeiros debates dos candidatos à Presidência da República. O confronto inicial seria inédito no Brasil. Era o primeiro debate online na História Brasileira. Porém, ele foi cancelado após dois participantes desmarcarem o comparecimento.
“A ida ou não para debates faz parte de uma estratégia política. Isso começou com o Mário Covas, e é a maneira utilizada pelos políticos até então”, comenta o jornalista e marqueteiro político Chico Vasconcellos. Chico ainda lembrou a última campanha presidencial em que Lula, em disputa pela reeleição, se recusou a participar de vários encontros durante o primeiro turno.
A estratégia arrisca e pode gerar altos dividendos eleitorais. O próprio exemplo mencionado por Vasconcellos contou com um revés para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva. As recorrentes ausências fizeram a vitória, que parecia fácil e certa, vir apenas no segundo turno. “É um risco, mas evita desgaste da imagem de quem está bem nas pesquisas”, pondera o jornalista.
No debate realizado na última quinta-feira (dia 5) pela Rede Bandeirantes, todos os presidenciáveis convidados marcaram presença. Participação inusitada foi a de Plínio Arruda Sampaio (PSOL), ao lado dos três primeiros colocados nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). O candidato do PSOL foi o primeiro a chegar aos estúdios da emissora no bairro do Morumbi, São Paulo.
“Os outros partidos entraram com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Queriam que todos participassem, como não seria possível, isso teve que ser negociado”, explica à reportagem o jornalista e comentarista político Joelmir Beting. Para ele, a presença de um quarto candidato não chegou a prejudicar a discussão de ideias, e o prejuízo maior está na fórmula adotada. “Os temas importantes são muitos, não dá para abordar tudo em duas horas”, argumenta.
“A ida ou não para debates faz parte de uma estratégia política. Isso começou com o Mário Covas, e é a maneira utilizada pelos políticos até então”, comenta o jornalista e marqueteiro político Chico Vasconcellos. Chico ainda lembrou a última campanha presidencial em que Lula, em disputa pela reeleição, se recusou a participar de vários encontros durante o primeiro turno.
A estratégia arrisca e pode gerar altos dividendos eleitorais. O próprio exemplo mencionado por Vasconcellos contou com um revés para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva. As recorrentes ausências fizeram a vitória, que parecia fácil e certa, vir apenas no segundo turno. “É um risco, mas evita desgaste da imagem de quem está bem nas pesquisas”, pondera o jornalista.
No debate realizado na última quinta-feira (dia 5) pela Rede Bandeirantes, todos os presidenciáveis convidados marcaram presença. Participação inusitada foi a de Plínio Arruda Sampaio (PSOL), ao lado dos três primeiros colocados nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). O candidato do PSOL foi o primeiro a chegar aos estúdios da emissora no bairro do Morumbi, São Paulo.
“Os outros partidos entraram com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Queriam que todos participassem, como não seria possível, isso teve que ser negociado”, explica à reportagem o jornalista e comentarista político Joelmir Beting. Para ele, a presença de um quarto candidato não chegou a prejudicar a discussão de ideias, e o prejuízo maior está na fórmula adotada. “Os temas importantes são muitos, não dá para abordar tudo em duas horas”, argumenta.
Disponível em O Estado RJ na data de 16/08/10.


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