quarta-feira, 26 de maio de 2010

Projeto Ficha Limpa é foco de debate entre PT e PSDB

Tema foi o principal assunto das perguntas feitas pelos jornalistas aos debatedores após o evento

O Projeto Ficha Limpa, que tramitou veloz graças a pressão popular sobre os parlamentares, tem ganhado repercussão e será o foco dos debates e das campanhas dos políticos. Em debate promovido recentemente em São Paulo, os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra, e do PT, José Eduardo Dutra, mencionaram o tema e chegaram a se comprometer com o projeto.

A iniciativa popular pretende impedir a candidatura de políticos condenados pela Justiça em processos criminais movidos pelo Ministério Público. A respeito dos impactos sobre as vidas dos políticos, alguns parlamentares já buscaram consultar os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob possíveis ações retroativas para quem já foi alvo de processos.

Houve manifestação de riso na plateia quando ambos afirmaram que os respectivos partidos não aceitariam candidatos com fichas sujas e que sempre foram “adeptos da ficha limpa”. "Não teremos nenhum candidato com ficha suja", disse Guerra. "Nós também", enfatizou Dutra. Quando Guerra acusou o PT de aparelhar o Estado. Dutra rebateu e afirmou que o PSDB está “radicalizando a campanha”, principalmente na internet. Os debatedores concordaram que o evento foi realizado em boa hora.

Campanhas e polêmicas

“Até um cego via que aquilo era campanha”, disse Guerra sobre as ações do Presidente Lula a propósito da acusação de campanha antecipada. Perguntado pela reportagem se a afirmativa se referia a omissão dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tratar do assunto, Guerra respondeu de forma negativa. “O Presidente já havia sido multado e isso comprova o erro [de Lula]”, explica. Nesta semana, o Presidente Lula foi penalizado pela quarta vez.

Dutra comenta sobre a polêmica da construção da Usina de Belo Monte e se o Presidente agia com intransigência ao dizer que a obra será feita custe o que custar. “Com Itaipu, a história foi a mesma. Sempre há oposição, não dá para agradar a todos. Porém, o resultado mostrará a importância”, argumenta.

Disponível em O Estado RJ na data de 26/05/10.

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