"(...) Resultado da mais severa sentença que o Estado brasileiro jamais adotou, o julgamento do pedreiro foi cabal. Sem direito a recorrer à outra instância, ele levou o tema para longe dos focos. E assim, os escândalos desta ordem se sucederão porque o véu da justiça paralela, não discutida no coletivo, é evocado quando necessário e serve para aplacar a ira de uma sociedade indignada com os monstros que ela mesmo cria - e solta. O "psicopata perigoso", de acordo com o laudo psiquiátrico, foi "isolado" e ficará, agora, para sempre em alguma cova rasa. Quem lamenta? Provavelmente ninguém. Talvez um familiar ou outro. No geral, o anseio popular de que o mal se extinga é temporariamente satisfeito. (...)"
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