A última quarta de março foi a data escolhida por diversos políticos para realizarem as transições necessárias com vistas à disputa eleitoral de outubro. Neste dia 31, Dilma Rousseff e José Serra se desencompatibilizaram de seus cargos para assumir campanha rumo ao Palácio do Planalto. À parte dos festejos, os candidatos vão ter de apresentar propostas econômicas atrativas a fim de convencer os investidores e a população de que o Brasil vai bem – elemento que pode ser determinante para a vitória.
Para o doutor em Geografia e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marcos Timóteo Rodrigues de Souza, a política econômica brasileira pouco mudará, não importa quem vença as eleições presidenciais. "Não haverá alteração muito forte. Isso resultaria em pressão das empresas, dos empresários. E é preciso manter a taxa Selic e o crédito imobiliário também", explica.
A perspectiva a respeito da manutenção da estrutura adotada pelo País é acompanhada pelo pós-doutor em Economia e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP), Denisard Cneio de Oliveira Alves. "Embora o Serra tenha ideias próprias, acho muito difícil mexer [no modelo econômico atual] por causa do papel do Brasil no mercado internacional. A Dilma é um mistério. Talvez venha a ser mais ortodoxa”, acredita.
Perguntados sobre possíveis nomes para substituir o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que até o fechamento desta matéria não havia se pronunciado sobre a permanência no cargo, os professores foram cautelosos. "Acredito que a Dilma continuaria com o Meirelles, não acho que ele vá sair", diz o doutor em Geografia. De acordo com o estudioso, “o modelo brasileiro adota padrão internacional e isso dá credibilidade ao País", esclarece.
Segundo o especialista em Economia, a candidata petista seguiria sugestão apresentada pelo presidente do BC enquanto Serra precisaria de mais negociações políticas. “Serra poderia contar com alguém da PUC-Rio [Pontifícia Universidade Católica], por causa do Fernando Henrique ou por influência do Malan [Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda no governo FHC]. Isso para deixar o mercado mais tranquilo. Já Dilma pediria indicação do Meirelles”, expõe Alves.
O professor da Unesp argumenta que o secretário estadual de Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo Machado Costa, pode ser um nome de confiança para o candidato tucano. “O Serra gostou da atuação dele, é uma possibilidade. A não ser que haja exigência de outro nome por parte de algum político do nordeste ou do sul”, argumenta Souza. Contudo, o geógrafo diz existir chances de uma continuidade da presidência do BC à semelhança de economista que ficaram anos à frente do Federal Reserve (FED) dos Estados Unidos. “Talvez o Meirelles fique como presidente quer vença Dilma ou mesmo o Serra. Ele pode vir a ser o [Alan] Greenspan brasileiro”, acredita.
Para o doutor em Geografia e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marcos Timóteo Rodrigues de Souza, a política econômica brasileira pouco mudará, não importa quem vença as eleições presidenciais. "Não haverá alteração muito forte. Isso resultaria em pressão das empresas, dos empresários. E é preciso manter a taxa Selic e o crédito imobiliário também", explica.
A perspectiva a respeito da manutenção da estrutura adotada pelo País é acompanhada pelo pós-doutor em Economia e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP), Denisard Cneio de Oliveira Alves. "Embora o Serra tenha ideias próprias, acho muito difícil mexer [no modelo econômico atual] por causa do papel do Brasil no mercado internacional. A Dilma é um mistério. Talvez venha a ser mais ortodoxa”, acredita.
Perguntados sobre possíveis nomes para substituir o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que até o fechamento desta matéria não havia se pronunciado sobre a permanência no cargo, os professores foram cautelosos. "Acredito que a Dilma continuaria com o Meirelles, não acho que ele vá sair", diz o doutor em Geografia. De acordo com o estudioso, “o modelo brasileiro adota padrão internacional e isso dá credibilidade ao País", esclarece.
Segundo o especialista em Economia, a candidata petista seguiria sugestão apresentada pelo presidente do BC enquanto Serra precisaria de mais negociações políticas. “Serra poderia contar com alguém da PUC-Rio [Pontifícia Universidade Católica], por causa do Fernando Henrique ou por influência do Malan [Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda no governo FHC]. Isso para deixar o mercado mais tranquilo. Já Dilma pediria indicação do Meirelles”, expõe Alves.
O professor da Unesp argumenta que o secretário estadual de Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo Machado Costa, pode ser um nome de confiança para o candidato tucano. “O Serra gostou da atuação dele, é uma possibilidade. A não ser que haja exigência de outro nome por parte de algum político do nordeste ou do sul”, argumenta Souza. Contudo, o geógrafo diz existir chances de uma continuidade da presidência do BC à semelhança de economista que ficaram anos à frente do Federal Reserve (FED) dos Estados Unidos. “Talvez o Meirelles fique como presidente quer vença Dilma ou mesmo o Serra. Ele pode vir a ser o [Alan] Greenspan brasileiro”, acredita.


1 reflexões:
Ah... Tudo bem... Eu não tava pensando em votar em nenhum deles, mesmo.
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