(...) Por extensão poética, se atribui tal emoção a seres inanimados que nos rodeiam. É a nota de saudade do sol pela lua a se saciarem no eclipse. Ou a da manhã pela noite suavizada pelo ocaso. Do mar pela praia, que o embebeda tanto a ponto de lhe causar ressaca. Para o que não pode ter saudades, transferimos nosso sentimento. Humanizamos o que não sente como nós a fim de dividirmos o tanto que sentimos. (...)
O texto O quanto há de você em mim continua em Bacelardas


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