segunda-feira, 15 de março de 2010

Guerra segundo a comunicação de massa


A transmissão feita pela emissora de televisão georgiana não é uma ideia inédita, Orson Welles, há mais de 70 anos, fez algo semelhante. Os efeitos foram iguais ou talvez tiveram dimensões até piores. O acontecimento na Geórgia, no caso em questão, manifesta um perigo cruel, vil e assustador e traz à tona a pergunta: Qual é o grau de manipulação a que os telespectadores estão sujeitos?

Situações desta natureza soam como conspiração e servem de combustível para linhas radicais de teóricos e governistas discutirem um controle da mídia extremado, algo que também não é bom. Sobre os atingidos vêm o receio de que toda e qualquer notícia transmitida seja uma farsa. O temor de que o povo é conduzido conforme o bel-prazer do governo se justifica e, independente desse ocorrido, tem razão de existir, para a população, é um mecanismo de defesa.

Ainda que tenha sido anunciada previamente em legendas, como dizem ter feito os produtores do programas, transmissões como essa ferem a boa-fé dos cidadãos que desejam ser tratados pelo Estado com respeito e dignidade. E isso serve para a Geórgia, para os Estados Unidos, para o Brasil e em todo o globo terrestre. Esse caso merece um tratamento mais adequado e investigação de órgãos e organizações competentes - nacionais e internacionais. Aliás, aproveitando o ensejo, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) precisa ser assistido por brasileiros e brasileiras bem mais de perto, afinal, Tbilisi não é tão longe assim.

0 reflexões: