
No sábado último, 20, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e a vice, Alda Marco Antônio (PMDB), tiveram mandato cassado por suspeita de recebimento de doações ilegais na campanha de 2008. A decisão é válida a partir da publicação no Diário Oficial e cabe recurso. A história envolve a Associação Imobiliária Brasileira (AIB), implicada em denúncia de mesma acusação que envolve 15 vereadores paulistanos - listados abaixo -, sete construtoras, o Banco Itaú e cerca de R$10 milhões em contribuição.
Sob a gestão de Kassab, o paulistano teve que amargar o aumento na tarifa do transporte municipal e no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Após a infinidade de água que caiu sobre a cidade de São Paulo e provocou caos e transtorno geral, o prefeito se depara com a ação da Justiça Eleitoral. A expectativa de aproveitar a boa onda, que obteve com a vitória no segundo turno em 2008, faz parte do "era uma vez" de inícios de conto de fadas e tais contrapontos não são nada proveitosos para quem, talvez, almejasse a corrida para o Palácio dos Bandeirantes.
Sem poder contar com o partido, Kassab ficará isolado sem o apoio da legenda, que sofre bombardeio em Brasília - o caso do mensalão do DEM enfraqueceu a imagem dos democratas. Uma possível esperança seria o governador paulista José Serra para o sustentar diante de uma situação tão complexa. Contudo, por motivos óbvios, o cacique tucano se afastará já que não é conveniente ter que dar explicações de ações alheias próximo a feroz disputa eleitoral que surge com vistas ao Planalto. Mais lenha à fogueira é a recente entrevista dada pelo presidente da República ao jornal O Estado de S. Paulo. Na sexta passada (19), Lula disse que o partido do prefeito paulista é o responsável pela criação de atos secretos no Senado, também adotados pelo PMDB do senador José Sarney.
Dentre os problemas vários acerca do tema como questões de ética, transparência, eleições, contribuições ocultas, reforma política, a população tem nas mãos o abacaxi de ver mais uma vez um complicado evento envolvendo dinheiro, partidos e políticos que compromete os interesses dos munícipes como, por exemplo, a necessidade de revisão do Plano Diretor.
Para quem não se lembra, em dezembro de 2009, foram cassados os vereadores Jooji Hato (PMDB), Paulo Frange (PTB), Quito Formiga (PR), Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas (PSDB), Carlos Apolinário (DEM), Alberto Bezerra (PSDB), Claudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano (PSDB), Domingos Dissei (DEM), Gilson Barreto (PSDB), Marta Costa (DEM), Abou Anni (PV), Ushitaro Kamia (DEM), Wadih Mutran (PP) e Ricardo Teixeira (PSDB). Devido a efeito suspensivo concedido pela Justiça Eleitoral, todos exercem os mandatos legalmente.
Sob a gestão de Kassab, o paulistano teve que amargar o aumento na tarifa do transporte municipal e no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Após a infinidade de água que caiu sobre a cidade de São Paulo e provocou caos e transtorno geral, o prefeito se depara com a ação da Justiça Eleitoral. A expectativa de aproveitar a boa onda, que obteve com a vitória no segundo turno em 2008, faz parte do "era uma vez" de inícios de conto de fadas e tais contrapontos não são nada proveitosos para quem, talvez, almejasse a corrida para o Palácio dos Bandeirantes.
Sem poder contar com o partido, Kassab ficará isolado sem o apoio da legenda, que sofre bombardeio em Brasília - o caso do mensalão do DEM enfraqueceu a imagem dos democratas. Uma possível esperança seria o governador paulista José Serra para o sustentar diante de uma situação tão complexa. Contudo, por motivos óbvios, o cacique tucano se afastará já que não é conveniente ter que dar explicações de ações alheias próximo a feroz disputa eleitoral que surge com vistas ao Planalto. Mais lenha à fogueira é a recente entrevista dada pelo presidente da República ao jornal O Estado de S. Paulo. Na sexta passada (19), Lula disse que o partido do prefeito paulista é o responsável pela criação de atos secretos no Senado, também adotados pelo PMDB do senador José Sarney.
Dentre os problemas vários acerca do tema como questões de ética, transparência, eleições, contribuições ocultas, reforma política, a população tem nas mãos o abacaxi de ver mais uma vez um complicado evento envolvendo dinheiro, partidos e políticos que compromete os interesses dos munícipes como, por exemplo, a necessidade de revisão do Plano Diretor.
Para quem não se lembra, em dezembro de 2009, foram cassados os vereadores Jooji Hato (PMDB), Paulo Frange (PTB), Quito Formiga (PR), Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas (PSDB), Carlos Apolinário (DEM), Alberto Bezerra (PSDB), Claudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano (PSDB), Domingos Dissei (DEM), Gilson Barreto (PSDB), Marta Costa (DEM), Abou Anni (PV), Ushitaro Kamia (DEM), Wadih Mutran (PP) e Ricardo Teixeira (PSDB). Devido a efeito suspensivo concedido pela Justiça Eleitoral, todos exercem os mandatos legalmente.
Foto: Chico Junior/Arquivo


2 reflexões:
Cara, nem gosto do Kassab e tenho orgulho de dizer que nao votei nele .... mas duvidoooo que ele seja cassado. Hj já saiu uma nota falando que foi adiado. tsc tsc ...
b-joks
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