Depois de 365 dias e um prêmio Nobel, Obama amarga o declínio da imagem de salvador do mundo. No discurso de vitória, o presidente eleito, à época, disse que aquela noite era a resposta para os questionadores da democracia norte-americana. É provável que ele estive certo e aquele momento tenha sido uma situação inédita na história dos Estados Unidos, contudo, a comoção sobre a figura de Obama perdeu o brilho.
O projeto "yes, we can" (sim, nós podemos) começa a dar sinais de cansaço. A oratória do presidente norte-americano tem se mostrado insuficiente para suportar as demandas internas e externas que pesam sobre os Estados Unidos e que passam pelas decisões do salão oval da Casa Branca. E, principalmente, para continuar a convencer.
O projeto "yes, we can" (sim, nós podemos) começa a dar sinais de cansaço. A oratória do presidente norte-americano tem se mostrado insuficiente para suportar as demandas internas e externas que pesam sobre os Estados Unidos e que passam pelas decisões do salão oval da Casa Branca. E, principalmente, para continuar a convencer.
Obama teve que administrar a crise financeira; a complicada situação de Guantánamo, da Faixa de Gaza, da relação com o Irã; as ações questionáveis contra o terrorismo - com o exemplo do abusivo mecanismo invasor de privacidade adotado em aeroportos -, no Afeganistão; propostas vazias na Conferência de Copenhague (COP 15); isso para citar os assuntos mais apresentados pela imprensa.
Barack Obama pode oferecer perigo não somente para moscas, mas também para a estremecida democracia estadunidense e para as relações internacionais com países em conflito ou que tenham pouco poder de troca para barganhar. Para os Estados Unidos, a concepção de estadismo se restringe ao território onde o país está - e, no máximo, inclui as regiões em que a dominação do estado norte-americano existe ou para onde se estenderá.


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